Cada vez me espanto mais com os seres humanos.
A cena que vi na televisão hoje me deixou estarrecida e... sem ação. Rapazes que atacam outro sem motivo aparente! Com lâmpadas!
Sou TOTALMENTE a favor do desarmamento. Sou contra a pena de morte.
Mas sempre que vejo cenas assim, me pergunto se para certos casos não se deveria abrir exceções.
Tenho NOJO e PENA de advogados que aceitam defender pessoas (posso chamar de pessoa???) para mim, ANIMAIS, que agem dessa forma.
Desculpas? não há... mesmo que ele tivesse feito uma gracinha (o que pelo vídeo deixa claro que NÃO houve nada neste sentido), mas digamos que TENHA havido... é desculpa para um ataque brutal? só se ele não tiver certeza de sua "macheza"... e mesmo assim não há desculpas! Então, para eles e para os homofóbicos de plantão.... deixo pequenos presentes... lindas imagens do AMOR! Sim! Do amor! Seja de que forma for... prefiro o amor do que a bestialidade ...
Quem quiser mais sobre o caso, que NÃO foi isolado, eles atacaram outras pessoas antes, vejam em http://flitparalisante.wordpress.com/2010/11/19/
e agora mais presentes aos homofóbicos de plantão!
Perdoem o desabafo... mas este tipo de coisa me tira do sério! Tem havido MUITOS casos de inadequação por parte de muitos "seres humanos".
Vivam com amor e deixem as pessoas viverem suas vidas como escolherem (eles não estão prejudicando ninguém! Estão apenas amando... façam o mesmo!!)
novelos soltos, emaranhados, organizados, escondidos, fiapos da vida......
convido-os a desenrolar alguns fios reais e ficcionais
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
REALIDADE - NASCEU ! ! !
do pó de ideias soltas... das réstias de imagens... surgiu, qual fênix das cinzas ou Vênus que nasceu das espumas do mar...meu filhote lindo:
NOVELOS NADA EXEMPLARES
Agora é mais que real...
NOVELOS NADA EXEMPLARES
Agora é mais que real...
Caso queira adquirir seu exemplar, hehehehe, pode me procurar!
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
EMPATIA
Ter empatia.
Sou professora. Iniciei minha carreira com 17 anos de idade, fazendo o cursinho e ao mesmo tempo dando aula em um Jardim de Infância. Fiz a faculdade de Psicologia ainda dando aula para outro Jardim de Infância. Adorava o respeito, o carinho, mas principalmente a inteligência e curiosidade das crianças.
Percebia a empatia imediata de ambas as partes.
Depois, dei aula durante anos em uma ONG para menores carentes, para serem aprendizes em empresas. Tive alguns problemas sim, mas ainda havia muita empatia. Muitos dos alunos me respeitavam, me "protegiam" das gangues (poucas...), me adoravam.
Fui dar aula na faculdade FAC e FAPAR. Alunos fantásticos!! Alguns tinham dificuldades na aprendizagem, mas todos me respeitavam (exceção de um ou dois), e havia MUITA empatia.
Saí das faculdades e da ONG e entrei na Universidade Positivo.
O que percebi? Muita diferença. Claro que há alunos bons que querem aprender, que querem se desenvolver, que tiram dúvidas, mandam e-mails, trocam ideias, conversam pelos corredores, pedem ajuda com livros. Mas devo confessar que a grande maioria me causa "arrepios".
Alunos que não se dedicam, não estudam, não buscam.
Um exemplo: falei de seminários que teriam que apresentar agora em outubro. Quando falei dos seminários? Dia 26 de JULHO! Repeti o procedimento dos seminários em agosto, em setembro e início de outubro. Quantos tinham decidido que conto/romance/crônica ou poema trabalhar? metade (e olha lá!).
O desinteresse, a falta de bagagem cultural, as perguntas básicas sempre sendo refeitas a cada instante (tanto que agora, além de falar ao VIVO, escrevo no quadro e deixo avisoSSS no portal) e sempre tem algum aluno que pergunta DE NOVO e apenas aponto para o quadro!
E mesmo assim as mesmas perguntas de sempre após UM ano comigo: "o manuscrito é à mão?"
Juro, por vezes dá vontade de dizer... "Não... manuscrito é digitado! heheheh" Como vou avaliar a escrita deles se fazem digitado? Tá certo que mesmo digitando eles cometem erros diversos, mas outros erros o word corrige automaticamente. E quando estes alunos forem preencher alguma ficha lá fora escrevendo:
"agente queremos emprego, por que não é excessão. Porisso oque precisamos é de istudo" ??
Isso mesmo, estes erros todos são comuns na escrita de muitos deles. E mesmo após a explicação de quando usar por que, porque, porquê, por quê.. mesmo explicando que é exceção, por isso, estudo, a gente, o que, etc...
Não estou querendo aqui bancar a grossa em expor alunos. Mesmo porque não cito nomes. Mas fico imaginando qual o futuro do Brasil se muitos universitários não buscam o aperfeiçoamento pessoal e profissional. Culpa de quem? Não sei... espero que não minha!
Eles não sabem quem foi Beethoven, JK, Salvador Dalí, Dalton Trevisan, Clarice Lispector, Magritte, e tantos outros nomes que cito em aula. Nem vou começar a falar aqui do problema de plágio! Melhor deixar para outro post.
Mas estou falando de empatia, e fugi do tema. Trabalho em sala dois textos.
Um sobre o paradigma (dos macacos presos na jaula que levam banho de água fria) e dos macacos que passam fome para não ver outro macaco sofrer. (caso haja interesse ver em http://www.youtube.com/watch?v=g5G0qE7Lf0A
e http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=45543
E fico pensando até que ponto nos falta empatia para respeitar ao outro que está falando em um seminário, dando aula, explicando algo (seja professor ou aluno, ou seja, colega de classe).
Por vezes penso que eles se sentem tão acima dos outros que são como as ovelhas que olham as colegas sendo mortas e nem dão bola, por acharem que o mesmo nunca vai acontecer com elas.
Metáfora demais?
Então talvez seja melhor apenas observar a foto. E... quem sabe.... ter um pouco de empatia....
Sou professora. Iniciei minha carreira com 17 anos de idade, fazendo o cursinho e ao mesmo tempo dando aula em um Jardim de Infância. Fiz a faculdade de Psicologia ainda dando aula para outro Jardim de Infância. Adorava o respeito, o carinho, mas principalmente a inteligência e curiosidade das crianças.
Percebia a empatia imediata de ambas as partes.
Depois, dei aula durante anos em uma ONG para menores carentes, para serem aprendizes em empresas. Tive alguns problemas sim, mas ainda havia muita empatia. Muitos dos alunos me respeitavam, me "protegiam" das gangues (poucas...), me adoravam.
Fui dar aula na faculdade FAC e FAPAR. Alunos fantásticos!! Alguns tinham dificuldades na aprendizagem, mas todos me respeitavam (exceção de um ou dois), e havia MUITA empatia.
Saí das faculdades e da ONG e entrei na Universidade Positivo.
O que percebi? Muita diferença. Claro que há alunos bons que querem aprender, que querem se desenvolver, que tiram dúvidas, mandam e-mails, trocam ideias, conversam pelos corredores, pedem ajuda com livros. Mas devo confessar que a grande maioria me causa "arrepios".
Alunos que não se dedicam, não estudam, não buscam.
Um exemplo: falei de seminários que teriam que apresentar agora em outubro. Quando falei dos seminários? Dia 26 de JULHO! Repeti o procedimento dos seminários em agosto, em setembro e início de outubro. Quantos tinham decidido que conto/romance/crônica ou poema trabalhar? metade (e olha lá!).
O desinteresse, a falta de bagagem cultural, as perguntas básicas sempre sendo refeitas a cada instante (tanto que agora, além de falar ao VIVO, escrevo no quadro e deixo avisoSSS no portal) e sempre tem algum aluno que pergunta DE NOVO e apenas aponto para o quadro!
E mesmo assim as mesmas perguntas de sempre após UM ano comigo: "o manuscrito é à mão?"
Juro, por vezes dá vontade de dizer... "Não... manuscrito é digitado! heheheh" Como vou avaliar a escrita deles se fazem digitado? Tá certo que mesmo digitando eles cometem erros diversos, mas outros erros o word corrige automaticamente. E quando estes alunos forem preencher alguma ficha lá fora escrevendo:
"agente queremos emprego, por que não é excessão. Porisso oque precisamos é de istudo" ??
Isso mesmo, estes erros todos são comuns na escrita de muitos deles. E mesmo após a explicação de quando usar por que, porque, porquê, por quê.. mesmo explicando que é exceção, por isso, estudo, a gente, o que, etc...
Não estou querendo aqui bancar a grossa em expor alunos. Mesmo porque não cito nomes. Mas fico imaginando qual o futuro do Brasil se muitos universitários não buscam o aperfeiçoamento pessoal e profissional. Culpa de quem? Não sei... espero que não minha!
Eles não sabem quem foi Beethoven, JK, Salvador Dalí, Dalton Trevisan, Clarice Lispector, Magritte, e tantos outros nomes que cito em aula. Nem vou começar a falar aqui do problema de plágio! Melhor deixar para outro post.
Mas estou falando de empatia, e fugi do tema. Trabalho em sala dois textos.
Um sobre o paradigma (dos macacos presos na jaula que levam banho de água fria) e dos macacos que passam fome para não ver outro macaco sofrer. (caso haja interesse ver em http://www.youtube.com/watch?v=g5G0qE7Lf0A
e http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=45543
E fico pensando até que ponto nos falta empatia para respeitar ao outro que está falando em um seminário, dando aula, explicando algo (seja professor ou aluno, ou seja, colega de classe).
Por vezes penso que eles se sentem tão acima dos outros que são como as ovelhas que olham as colegas sendo mortas e nem dão bola, por acharem que o mesmo nunca vai acontecer com elas.
Metáfora demais?
Então talvez seja melhor apenas observar a foto. E... quem sabe.... ter um pouco de empatia....
The Hidden Death by Tommaso Ausili, courtesy of the Sony World Photography Awards
Afinal, hoje nós estamos olhando,
amanhã, podemos estar pendurados!
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
PRÉ-ESTREIA DE TROPA DE ELITE
Caros leitores.
Tive uma oportunidade única na vida: assistir a pré-estreia de TROPA DE ELITE 2.
Estar lá em Paulinia, entrar naquele teatro lindo (mesmo que tendo que deixar o celular e a máquina digital na entrada), valeu a pena.
CLARO que não vou contar que no final do filme acontece algo espetacular..... que é...
hehehe
vocês não acharam que eu falaria, né?
Mas pelo menos algumas fotos do evento eu posso colocar aqui!
O que eu posso falar então?
Bem, quem gostou do Tropa de Elite deve assistir a este.
Tem surpresas legais, bom humor, etc...
A pré-estreia foi divertida, com quebra de protocolo de "apresentações" e agradecimentos quando chamaram o Marcos Prado que pediu que a produção e o elenco presentes subissem ao palco... e lá vieram eles, rapidinho, sorridentes. Também ansiosos para assistir ao filme.
O clima de descontração vigorou... Padilha brincou antes de descerem do palco que estava preocupado em onde eles sentariam (pois o teatro estava cheio).
Logo depois o filme iniciou. Posso dizer que tiros, sangue, brigas e eventos mais fortes foram mesclados com sabedoria com o humor.
Bom. Apenas repito: assim que sair nos cinemas... assistam. Vão gostar!
(foto: reflexo do teatro na Prefeitura de Paulinia, logo em frente)
Curiosidades:
na festa que teve após a exibição (no hotel onde estavam produção e elenco) o André Ramiro me deu beijinhos no rosto, bem sorridente, dizendo que me conhecia de algum lugar... quem me dera! hehe
Uma hora eu vi uma cópia pirata na mão do Marcos Prado... susto imediato seguido de uma escuta "clandestina": era um "presente" da turma do CQC.
ah... o Wagner Moura é bem simpático. E o Padilha é o bom humor em pessoa!
(fotos do blog: todas minhas... assim, quem copiar, deve me citar obrigatoriamente. Obrigada!)
Tive uma oportunidade única na vida: assistir a pré-estreia de TROPA DE ELITE 2.
Estar lá em Paulinia, entrar naquele teatro lindo (mesmo que tendo que deixar o celular e a máquina digital na entrada), valeu a pena.
CLARO que não vou contar que no final do filme acontece algo espetacular..... que é...
hehehe
vocês não acharam que eu falaria, né?
Mas pelo menos algumas fotos do evento eu posso colocar aqui!
O que eu posso falar então?
Bem, quem gostou do Tropa de Elite deve assistir a este.
Tem surpresas legais, bom humor, etc...
A pré-estreia foi divertida, com quebra de protocolo de "apresentações" e agradecimentos quando chamaram o Marcos Prado que pediu que a produção e o elenco presentes subissem ao palco... e lá vieram eles, rapidinho, sorridentes. Também ansiosos para assistir ao filme.
O clima de descontração vigorou... Padilha brincou antes de descerem do palco que estava preocupado em onde eles sentariam (pois o teatro estava cheio).
Logo depois o filme iniciou. Posso dizer que tiros, sangue, brigas e eventos mais fortes foram mesclados com sabedoria com o humor.
Bom. Apenas repito: assim que sair nos cinemas... assistam. Vão gostar!
(foto: reflexo do teatro na Prefeitura de Paulinia, logo em frente)
Curiosidades:
na festa que teve após a exibição (no hotel onde estavam produção e elenco) o André Ramiro me deu beijinhos no rosto, bem sorridente, dizendo que me conhecia de algum lugar... quem me dera! hehe
Uma hora eu vi uma cópia pirata na mão do Marcos Prado... susto imediato seguido de uma escuta "clandestina": era um "presente" da turma do CQC.
ah... o Wagner Moura é bem simpático. E o Padilha é o bom humor em pessoa!
(fotos do blog: todas minhas... assim, quem copiar, deve me citar obrigatoriamente. Obrigada!)
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Reciclar
A moda agora é reciclar. Faz tempo que é moda, mas percebo que a força vem crescendo a ponto de até "os ricos" começarem a "não ter vergonha" de usar bolsas, valises e até pastas recicladas (claro que é mais para se "mostrar" politicamente correto do que por gosto, mas acho isso bom!)
Os 3 ERRES (reciclar, reutilizar e reduzir) são realmente importantes.
Claro que não vou ficar batendo em uma tecla já gasta (nada contra minhas teclas gastas e quase apagadas - algumas realmente apagadas - de meu note).
Nem vou falar poeticamente da reciclagem de pensamentos e sentimentos, também assunto batido e comum.
Claro que precisamos reduzir sentimentos de raiva e frustração, reutilizar sentimentos amorosos quase engavetados em nosso "velho" coração ou reciclar ideias desbotadas enfiadas entre as gretas secas de nosso cérebro (mera alusão à terra seca e às "fendas" de nosso cérebro).
Mas não é disso que gostaria de falar (e mostrar) aqui.
Enfim, esta pequena e boba "história" é apenas para que paremos e percebamos o que estamos fazendo com o mundo e conosco.
Os 3 ERRES (reciclar, reutilizar e reduzir) são realmente importantes.
Claro que não vou ficar batendo em uma tecla já gasta (nada contra minhas teclas gastas e quase apagadas - algumas realmente apagadas - de meu note).
Nem vou falar poeticamente da reciclagem de pensamentos e sentimentos, também assunto batido e comum.
Claro que precisamos reduzir sentimentos de raiva e frustração, reutilizar sentimentos amorosos quase engavetados em nosso "velho" coração ou reciclar ideias desbotadas enfiadas entre as gretas secas de nosso cérebro (mera alusão à terra seca e às "fendas" de nosso cérebro).
Mas não é disso que gostaria de falar (e mostrar) aqui.
Hoje estava "folheando" a internet, procurando imagens para fazer um power point sobre pontos de vista e me deparei com um site lindo.
Antes de apresentá-lo, vou aproveitar duas imagens para provocar uma reflexão sobre reciclagem...O empresário camaleão visitou a cartomante
para descobrir qual seria a "moda" da próxima era, pois queria investir em algo seguro.
A cartomante, observando com muitos olhos sua
"bola de cristal" disse:
- Vejo que recusar, refletir, reduzir, reciclar, reutilizar, reaproveitar serão a base de um futuro próximo.
O camaleão, acostumado ao novo, a sempre refletir coisas novas, ficou intrigado. Aproximou-se da bola e viu:
Imediatamente compreendeu duas coisas: que os seres humanos são MUITO irresponsáveis (afinal, jogar lixo, principalmente garrafas, no mar é loucura) mas que os animais, mais inteligentes que eles, estão se aproveitando dessa irresponsabilidade. E partiu para um novo negócio...
Enfim, esta pequena e boba "história" é apenas para que paremos e percebamos o que estamos fazendo com o mundo e conosco.
E, já que estou falando de reciclagem, também convido os meus poucos leitores a visitarem dois sites que provocam, cutucam e fazem estremecer nossas ideias e sentimentos: os blogs dos professores Adonai Santanna e Paulo Venturelli. Vale a pena longas visitas!
fotos tiradas de
http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet/2010/09/24/concurso-premia-as-mais-belas-fotos-registradas-na-natureza/
terça-feira, 22 de junho de 2010
do cinza ao colorido
CINZA PLÚMBEO
risco rosa choque arisco
pinceladas amarelo alegria
gota vermelha tesão
uns respingos azuis de toques macios
espaços brancos de solidão gostosa
movimentos vangoghtianos de revolução
movimentos de borboleta no estômago
retrato amoroso de explorações
tintas grossas, tintas fluidas
aquarelas de óleo
circunvoluções de silfos e sílfides
esparramo.. tintas.. pincéis.. emoções.. descobertas..
coração arisco..
pássaro livre.
Obrigada por colorir minha vida...
http://www.youtube.com/watch?v=nkvLq0TYiwI
sábado, 19 de junho de 2010
16 de junho atrasado - blog também é cultura
Bloomsday – 16 de junho
Não, não é o dia da Blum... hehe
O que é Bloomsday?
Creio que é o único feriado existente baseado na literatura! Ele é comemorado na Irlanda, todo dia 16 de junho, em homenagem ao livro de James Joyce: Ulisses (umas 900 páginas). (ah. pesquisei e descobri que também há feriado para outro livro: a Bíblia).
O Bloomsday não é só comemorado na Irlanda, mas também pelos amantes da literatura em todo o mundo (inclusive aqui em Curitiba)! Muitas dessas comemorações procuram relembrar os acontecimentos vividos pelos personagens de Ulisses pelas ruas da cidade de Dublin.
Do que se trata o romance? Ulisses relata a odisséia do personagem Leopold Bloom durante 16 horas do dia 16 de junho de 1904. O livro é um marco da literatura contemporânea e traz um diálogo muito rico e cuidadoso com a Odisséia de Homero.
Sinceramente, eu não conseguia passar das 30 primeiras páginas e já ia desistindo. Até que tive a ideia (quando aluna de Letras na UFPR) de solicitar uma disciplina específica sobre o livro. Maravilha! Um professor topou (obrigada Bueno) e uma pequena, mas maravilhosa turma, iniciou a leitura para discussões em sala. Foi um semestre rico. Não só li o livro inteiro como consegui compreender as mil nuances do escrito.
Achei em um blog algumas fotos de uma “certa pessoa” lendo Ulisses. Se estava realmente lendo ou apenas posando, eu não sei... mas achei interessante ilustrar o blog com ela.
Joyce escolheu o dia 16 de junho para ser imortalizado em sua obra porque foi nesse dia que ele teria mantido relações sexuais com sua futura companheira Nora Barnacle, na época uma jovem virgem de vinte anos. Estudiosos afirmam que, na verdade, o casal apenas “caminhou junto” pela primeira vez neste dia. O que sabemos é que, quando da primeira relação sexual, Nora teve medo de completar o coito e o masturbou “com os olhos de uma santa”, como Joyce relatou em carta.
Sobre o romance, diz Joyce: Eu coloquei nele tantos enigmas e quebra-cabeças que ele manterá os professores ocupados durante séculos.
Então, 16 de junho é o dia de comemorar a existência do duro, engraçado, divertido, complicado, sexual e erudito livro de Joyce. Lembremos de Leopold Bloom, de sua mulher Molly, de Stephen Dedalus e de Buck Mulligan!
Como diria Molly: sim.. sim.. sim.. sim..
Obs.: A foto de Marilyn Monroe lendo Ulysses é de autoria de Eve Arnold (1955).
curiosidade: quando Dalton Trevisan me dá livros autografados, ele sempre coloca para Susan Bloom (heheh)
Relação: A figura de Ulisses transcendeu o âmbito da mitologia grega e se converteu em símbolo da capacidade do homem para superar as adversidades. Segundo a versão tradicional, Ulisses (em grego, Odisseu) nasceu na ilha de Ítaca, filho do rei Laerte, que lhe legou o reino, e Anticléia. O jovem foi educado, como outros nobres, pelo Centauro Quirão e passou pelas provas iniciáticas para tornar-se rei. A vida de Ulisses é relatada nas duas epopéias homéricas, a Ilíada, em cuja estrutura coral ocupa lugar importante, e a Odisséia, da qual é o protagonista, bem como no vasto ciclo de lendas originadoras dessas obras.
Depois de pretender sem sucesso a mão de Helena, cujo posterior rapto pelo tebano Páris desencadeou a guerra de Tróia, Ulisses casou-se com Penélope. A princípio resistiu a participar da expedição dos aqueus contra Tróia, mas acabou por empreender a viagem e se distinguiu no desenrolar da contenda pela valentia e prudência. Na pintura, ele resiste ao canto das sereias, querem metáfora mais interessante sobre a resistência que os homens comprometidos (Penélope o aguardava totalmente pura e casta) devem ter aos múrmurios sedutores de muitas "sereias" por aí que querem "afundar" os homens? (aliás, não é à toa que coloquei a Monroe.. pensem..Jackie - morena, Monroe - loira..)
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