EXTRA! EXTRA!
Avião é atingido por OVNI a oito mil metros de altura.
Bateram no avião e fugiram do local.
A polícia intergalática já interceptou. Bafômetro acusa 2,8 ml de álcool no sangue esverdeado..
As autoridades dizem que eles perderão a carteira!
Segundo investigações, uma câmera registrou que eles estavam acima da velocidade da luz.
Segundo uma testemunha religiosa, Deus protege os bêbados e as criancinhas.
http://noticias.band.uol.com.br/mundo/noticia/?id=100000604767&t=
Segundo António Campos Leal "Ao menino e ao borracho, põe deus a mão por baixo" é assim que se diz deste lado do mar.
novelos soltos, emaranhados, organizados, escondidos, fiapos da vida......
convido-os a desenrolar alguns fios reais e ficcionais
sábado, 8 de junho de 2013
FICÇÃO - Drummond em 5 atos - manifestações de JUNHO de 2013 BRASIL.
Uma ressaca me pegou de surpresa,
lavando as pedrinhas de areia do caminho.
No meio do caminho tinha o mar.
Dois amiguinhos vieram ver as ruas comigo.
No meio do caminho tinham latidos.
Eu não sei torcer para times, apenas torço as palavras a meu bel prazer, para fazê-las buriladas.
As bolas não me impressionam tanto quanto as pedras.
No meio do caminho tinha a fanática
que me enfiou a corneta na boca.
Foi dado a mim o carinho da rosa,
para este velho cansado de tantas pedras pelo caminho.
No meio do caminho tinha o sorriso, sincero, sem intenções.
(agradeço ao amigo Marcelo Del'Anhol pelas imagens)
INSERINDO EM JUNHO DE 2013:
(Minha esperança é que o Brasil não pare de MUDAR, para melhor!)
FICÇÃO - CASAMENTO
Respiro o sol de sua boca noturna.
Respiro o crepúsculo de seus ouvidos entardecidos.
Respiro a geada de seus olhos matutinos.
FICÇÃO - Conto de fadas (texto de Ricardo Ramos Filho)
Rugas muitas. Olhos: dois bugalhos no meio da cara. Braços e
pernas finos, quebradiços. Pele quase lisa, cabelos raros. Corpo encurvado. Boca
enorme, beiços bambos. Pele quase verde. Velhice. Uma bruxa chamada tempo
transformou-o em sapo. Nenhum príncipe vai dar jeito.
(Texto de Ricardo Ramos Filho - gentilmente cedido, originalmente colocado no facebook pelo autor)
sábado, 1 de junho de 2013
FICÇÃO - Pessoas
Quando criança eu não tive amigos imaginários, talvez porque tivesse os gatos como companhia constante. Mas sei de várias pessoas que diziam ter tido algum amiguinho imaginário.
Calma, pais e professores. Ter um amigo imaginário NÃO é sinal de loucura. Provavelmente a sua criança tem muita criatividade. E talvez se sinta só. É muito comum primeiros filhos terem amigos imaginários. Mas isso também pode ocorrer com outros filhos.
Se sentir só e estar na solidão são duas coisas diferentes. Já me senti só, sim. Claro. Por incrível que possa parecer quando estava me relacionando com alguém e na presença dessa pessoa. Já a solidão é uma amiga por quem tenho MUITO carinho.
Gosto de ficar sozinha. De ouvir música, de dançar, de pintar, de ler, de apenas olhar pela janela (logo, logo, pela sacada).
Mas, voltando ao ponto: amigos imaginários (essas pessoinhas que acompanham outras pessoas).
Os amigos imaginários são "pessoas" que podem nos ajudar com reflexões sobre nossas vidas. Como espelhos (daí a palavra refletir) vão nos indicando possibilidades de autoconhecimento. Coisa que falta para muitos grandões por aí.
Se ter um amigo imaginário é sinal (na maioria das vezes) de que se é uma pessoa criativa, pensemos em grandes seres humanos que tiveram amigos virtuais. Não temos conhecimento disso (pelo menos eu não pesquisei se algum deles comenta sobre isso) e eu ADORARIA poder voltar no tempo e entrevistar: Newton, Einstein, Tesla, Madame Curie, Hipátia, Hildegard de Bingen, Maria Gaetana Agnesi, Ada Lovelace, Elizabeth Arden, Florence Sabin, Virginia Apgar, Helen Keller, Nise Silveira, Johanna Dobereiner, Gertrude Bell Elion, Picasso, Van Gogh, etc. para perguntar se eles tiveram essas pessoinhas imaginárias quando crianças.
Um desses seres humanos que eu gostaria de entrevistar é Fernando Pessoa. Por motivos óbvios.
Pensei em tudo isso ao ler no Facebook um escrito da Bruna:
"Vai sair sozinho de novo, Fernando?!" - "Não, mãe! Vai eu, o Alberto, o Álvaro e o Ricardo"
Tem como não pensar nele e seus "amigos imaginários"?
Aliás, só para constar: na verdade Fernando fez mais de dez heterônimos, ok?
Peguei em um site:
72. Vadooisf [?] - poeta revelado em comunicação mediúnica
(retirado de http://www.pessoa.art.br/?p=704)
Obrigada, Bruna Pacheco, por me proporcionar estas reflexões.
Calma, pais e professores. Ter um amigo imaginário NÃO é sinal de loucura. Provavelmente a sua criança tem muita criatividade. E talvez se sinta só. É muito comum primeiros filhos terem amigos imaginários. Mas isso também pode ocorrer com outros filhos.
Se sentir só e estar na solidão são duas coisas diferentes. Já me senti só, sim. Claro. Por incrível que possa parecer quando estava me relacionando com alguém e na presença dessa pessoa. Já a solidão é uma amiga por quem tenho MUITO carinho.
Gosto de ficar sozinha. De ouvir música, de dançar, de pintar, de ler, de apenas olhar pela janela (logo, logo, pela sacada).
Mas, voltando ao ponto: amigos imaginários (essas pessoinhas que acompanham outras pessoas).
Os amigos imaginários são "pessoas" que podem nos ajudar com reflexões sobre nossas vidas. Como espelhos (daí a palavra refletir) vão nos indicando possibilidades de autoconhecimento. Coisa que falta para muitos grandões por aí.
Se ter um amigo imaginário é sinal (na maioria das vezes) de que se é uma pessoa criativa, pensemos em grandes seres humanos que tiveram amigos virtuais. Não temos conhecimento disso (pelo menos eu não pesquisei se algum deles comenta sobre isso) e eu ADORARIA poder voltar no tempo e entrevistar: Newton, Einstein, Tesla, Madame Curie, Hipátia, Hildegard de Bingen, Maria Gaetana Agnesi, Ada Lovelace, Elizabeth Arden, Florence Sabin, Virginia Apgar, Helen Keller, Nise Silveira, Johanna Dobereiner, Gertrude Bell Elion, Picasso, Van Gogh, etc. para perguntar se eles tiveram essas pessoinhas imaginárias quando crianças.
Um desses seres humanos que eu gostaria de entrevistar é Fernando Pessoa. Por motivos óbvios.
Pensei em tudo isso ao ler no Facebook um escrito da Bruna:
"Vai sair sozinho de novo, Fernando?!" - "Não, mãe! Vai eu, o Alberto, o Álvaro e o Ricardo"
Tem como não pensar nele e seus "amigos imaginários"?
Aliás, só para constar: na verdade Fernando fez mais de dez heterônimos, ok?
Peguei em um site:
01. Dr. Pancracio - jornalista de A PALAVRA e de O PALRADOR, contista, poeta e charadista.
02. Luís António Congo - colaborador de O PALRADOR, cronista e apresentador de Eduardo Lança.
03. Eduardo Lança - colaborador de o PALRADOR, poeta luso-brasileiro.
04. A. Francisco de Paula Angard - colaborador de o PALRADOR, autor de «textos scientificos».
05. Pedro da Silva Salles (Pad Zé) - colaborador de o PALRADOR, autor e director da secção de anedotas.
06. José Rodrigues do Valle (Scicio), - colaborador de o PALRADOR, charadista e dito «director literário».
07. Pip - colaborador de o PALRADOR, poeta humorístico, autor de anedotas e charadas, predecessor neste domínio do Dr. Pancracio.
08. Dr. Caloiro - colaborador de o PALRADOR, jornalista-repórter de «A pesca das pérolas».
09. Morris & Theodor - colaborador de o PALRADOR, charadista.
10. Diabo Azul - colaborador de o PALRADOR, charadista.
11. Parry - colaborador de o PALRADOR, charadista.
12. Gallião Pequeno - colaborador de o PALRADOR, charadista.
13. Accursio Urbano - colaborador de o PALRADOR, charadista
14. Cecília - colaborador de o PALRADOR, charadista.
15. José Rasteiro - colaborador de o PALRADOR, autor de provérbios e adivinhas.
16. Tagus - colaborador no NATAL MERCURY (Durban).
17. Adolph Moscow - colaborador de o PALRADOR, romancista, autor de «Os Rapazes de Barrowby».
18. Marvell Kisch autor de um romance anunciado em O PALRADOR, («A Riqueza de um Doido»).
19. Gabriel Keene - autor de um romance anunciado em O PALRADOR, («Em Dias de Perigo»).
20. Sableton-Kay - autor de um romance anunciado em O PALRADOR, («A Lucta Aerea»).
21.Dr. Gaudêncio Nabos - director de O PALRADOR (3.ª série), jornalista e humorista anglo-português).
22. Nympha Negra - colaborador de O PALRADOR, charadista.
23. Professor Trochee - autor de um ensaio humorístico de conselhos aos jovens poetas.
24. David Merrick - poeta, contista e dramaturgo.
25. Lucas Merrick - contista (irmão de David?).
26. Willyam Links Esk - personagem de ficção que assina uma carta num inglês defeituoso (13/4/1905).
27. Charles Robert Anon - poeta, filósofo e contista.
28. Horace James Faber - ensaísta e contista.
29. Navas - tradutor de Horace J. Faber.
30. Alexander Search - poeta e contista.
31. Charles James Search - tradutor e ensaísta (irmão de Alexander).
32. Herr Prosit - tradutor de O Estudante de Salamanca de Espronceda.
33. Jean Seul de Méluret - poeta e ensaísta em francês.
34. Pantaleão - poeta e prosador.
35. Torquato Mendes Fonseca da Cunha Rey - autor (falecido) de um escrito sem título que Pantaleão decide publicar.
36. Gomes Pipa - anunciado como colaborador de O PHOSPHORO e da Empresa Íbis como autor de «Contos políticos».
37. Íbis - personagem da infância que acompanha Pessoa até ao fim da vida nas relações com os seus íntimos que sobretudo se exprimiu de viva voz, mas também assinou poemas.
38. Joaquim Moura Costa - poeta satírico, militante republicano, colaborador de O PHOSPHORO.
39. Faustino Antunes (A. Moreira) - psicólogo, autor de um «Ensaio sobre a Intuição»).
40. António Gomes - «licenciado em philosophia pela Universidade dos Inúteis», autor da «Historia Cómica do Çapateiro Affonso».
41. Vicente Guedes - tradutor, poeta, contista da Íbis, autor de um diário.
42. Gervásio Guedes - (irmão de Vicente?) autor de um texto anunciado, «A Coroação de Jorge Quinto», em tempos de O PHOSPHORO e da Empresa Íbis.
43. Carlos Otto - poeta e autor do «Tratado de Lucta Livre».
44. Miguel Otto - irmão provável de Carlos a quem teria sido passada a incumbência da tradução do «Tratado de Lucta Livre».
45. Frederick Wyatt - poeta e prosador em inglês.
46. Rev. Walter Wyatt - irmão clérigo de Frederick?
47. Alfred Wyatt - mais um irmão Wyatt, residente em Paris.
48. Bernardo Soares - poeta e prosador.
49. António Mora - filósofo e sociólogo, teórico do Neopaganismo.
50. Sher Henay - compilador e prefaciador de uma antologia sensacionalista em inglês.
51. Ricardo Reis - HETERÓNIMO.
52. Alberto Caeiro - HETERÓNIMO.
53. Álvaro de Campos - HETERÓNIMO.
54. Barão de Teive - prosador, autor de «Educação do Stoico» e «Daphnis e Chloe».
55. Maria José - escreve e assina «A Carta da Corcunda para o Serralheiro».
56. Abílio Quaresma - personagem de Pêro Botelho e autor de contos policiais.
57. Pero Botelho - contista e autor de cartas.
58. Efbeedee Pasha - autor de «Stories» humorísticas.
59. Thomas Crosse - inglês de pendor épico-ocultista, divulgador da cultura portuguesa.
60. I.I. Crosse - coadjuvante do irmão Thomas na divulgação de Campos e Caeiro.
61. A.A. Crosse - charadista e cruzadista.
62. António de Seabra - crítico literário do sensacionismo.
63. Frederico Reis - ensaísta, irmão (ou primo?) de Ricardo Reis sobre quem escreve.
64. Diniz da Silva - autor do poema «Loucura» e colaborador de EUROPA.
65. Coelho Pacheco - poeta in ORPHEU III e na revista projectada EUROPA.
66. Raphael Baldaya - astrólogo e autor de «Tratado da Negação» e «Princípios de Metaphysica Esotérica».
67. Claude Pasteur - francês, tradutor de CADERNOS DE RECONSTRUÇÃO PAGÃ dirigidos por A. Mora.
68. João Craveiro - jornalista sidonista.
69. Henry More - autor em prosa de comunicações mediúnicas - «romances do inconsciente» como Pessoa lhes chama.
70. Wardour - poeta revelado em comunicações mediúnicas.
71. J. M. Hyslop - poeta revelado em comunicação mediúnica.
03. Eduardo Lança - colaborador de o PALRADOR, poeta luso-brasileiro.
04. A. Francisco de Paula Angard - colaborador de o PALRADOR, autor de «textos scientificos».
05. Pedro da Silva Salles (Pad Zé) - colaborador de o PALRADOR, autor e director da secção de anedotas.
06. José Rodrigues do Valle (Scicio), - colaborador de o PALRADOR, charadista e dito «director literário».
07. Pip - colaborador de o PALRADOR, poeta humorístico, autor de anedotas e charadas, predecessor neste domínio do Dr. Pancracio.
08. Dr. Caloiro - colaborador de o PALRADOR, jornalista-repórter de «A pesca das pérolas».
09. Morris & Theodor - colaborador de o PALRADOR, charadista.
10. Diabo Azul - colaborador de o PALRADOR, charadista.
11. Parry - colaborador de o PALRADOR, charadista.
12. Gallião Pequeno - colaborador de o PALRADOR, charadista.
13. Accursio Urbano - colaborador de o PALRADOR, charadista
14. Cecília - colaborador de o PALRADOR, charadista.
15. José Rasteiro - colaborador de o PALRADOR, autor de provérbios e adivinhas.
16. Tagus - colaborador no NATAL MERCURY (Durban).
17. Adolph Moscow - colaborador de o PALRADOR, romancista, autor de «Os Rapazes de Barrowby».
18. Marvell Kisch autor de um romance anunciado em O PALRADOR, («A Riqueza de um Doido»).
19. Gabriel Keene - autor de um romance anunciado em O PALRADOR, («Em Dias de Perigo»).
20. Sableton-Kay - autor de um romance anunciado em O PALRADOR, («A Lucta Aerea»).
21.Dr. Gaudêncio Nabos - director de O PALRADOR (3.ª série), jornalista e humorista anglo-português).
22. Nympha Negra - colaborador de O PALRADOR, charadista.
23. Professor Trochee - autor de um ensaio humorístico de conselhos aos jovens poetas.
24. David Merrick - poeta, contista e dramaturgo.
25. Lucas Merrick - contista (irmão de David?).
26. Willyam Links Esk - personagem de ficção que assina uma carta num inglês defeituoso (13/4/1905).
27. Charles Robert Anon - poeta, filósofo e contista.
28. Horace James Faber - ensaísta e contista.
29. Navas - tradutor de Horace J. Faber.
30. Alexander Search - poeta e contista.
31. Charles James Search - tradutor e ensaísta (irmão de Alexander).
32. Herr Prosit - tradutor de O Estudante de Salamanca de Espronceda.
33. Jean Seul de Méluret - poeta e ensaísta em francês.
34. Pantaleão - poeta e prosador.
35. Torquato Mendes Fonseca da Cunha Rey - autor (falecido) de um escrito sem título que Pantaleão decide publicar.
36. Gomes Pipa - anunciado como colaborador de O PHOSPHORO e da Empresa Íbis como autor de «Contos políticos».
37. Íbis - personagem da infância que acompanha Pessoa até ao fim da vida nas relações com os seus íntimos que sobretudo se exprimiu de viva voz, mas também assinou poemas.
38. Joaquim Moura Costa - poeta satírico, militante republicano, colaborador de O PHOSPHORO.
39. Faustino Antunes (A. Moreira) - psicólogo, autor de um «Ensaio sobre a Intuição»).
40. António Gomes - «licenciado em philosophia pela Universidade dos Inúteis», autor da «Historia Cómica do Çapateiro Affonso».
41. Vicente Guedes - tradutor, poeta, contista da Íbis, autor de um diário.
42. Gervásio Guedes - (irmão de Vicente?) autor de um texto anunciado, «A Coroação de Jorge Quinto», em tempos de O PHOSPHORO e da Empresa Íbis.
43. Carlos Otto - poeta e autor do «Tratado de Lucta Livre».
44. Miguel Otto - irmão provável de Carlos a quem teria sido passada a incumbência da tradução do «Tratado de Lucta Livre».
45. Frederick Wyatt - poeta e prosador em inglês.
46. Rev. Walter Wyatt - irmão clérigo de Frederick?
47. Alfred Wyatt - mais um irmão Wyatt, residente em Paris.
48. Bernardo Soares - poeta e prosador.
49. António Mora - filósofo e sociólogo, teórico do Neopaganismo.
50. Sher Henay - compilador e prefaciador de uma antologia sensacionalista em inglês.
51. Ricardo Reis - HETERÓNIMO.
52. Alberto Caeiro - HETERÓNIMO.
53. Álvaro de Campos - HETERÓNIMO.
54. Barão de Teive - prosador, autor de «Educação do Stoico» e «Daphnis e Chloe».
55. Maria José - escreve e assina «A Carta da Corcunda para o Serralheiro».
56. Abílio Quaresma - personagem de Pêro Botelho e autor de contos policiais.
57. Pero Botelho - contista e autor de cartas.
58. Efbeedee Pasha - autor de «Stories» humorísticas.
59. Thomas Crosse - inglês de pendor épico-ocultista, divulgador da cultura portuguesa.
60. I.I. Crosse - coadjuvante do irmão Thomas na divulgação de Campos e Caeiro.
61. A.A. Crosse - charadista e cruzadista.
62. António de Seabra - crítico literário do sensacionismo.
63. Frederico Reis - ensaísta, irmão (ou primo?) de Ricardo Reis sobre quem escreve.
64. Diniz da Silva - autor do poema «Loucura» e colaborador de EUROPA.
65. Coelho Pacheco - poeta in ORPHEU III e na revista projectada EUROPA.
66. Raphael Baldaya - astrólogo e autor de «Tratado da Negação» e «Princípios de Metaphysica Esotérica».
67. Claude Pasteur - francês, tradutor de CADERNOS DE RECONSTRUÇÃO PAGÃ dirigidos por A. Mora.
68. João Craveiro - jornalista sidonista.
69. Henry More - autor em prosa de comunicações mediúnicas - «romances do inconsciente» como Pessoa lhes chama.
70. Wardour - poeta revelado em comunicações mediúnicas.
71. J. M. Hyslop - poeta revelado em comunicação mediúnica.
(retirado de http://www.pessoa.art.br/?p=704)
Obrigada, Bruna Pacheco, por me proporcionar estas reflexões.
sábado, 18 de maio de 2013
FICÇÃO - SUTURAS.
- Nossa! Estou muito feliz!
- Por quê? Voltou para o Pado?
- Pado? Que nada! Ele é totalmente EX. Estou costurando uma nova história.
- Que bacana, amiga! Fico feliz por você! Sempre achei que merecia algo melhor que aquele "Sr. Farra". Mas você demonstrava amar tanto ele. Que ficamos quietos.
- Sim. Eu realmente amava o Pado. Por isso fiquei um ano sozinha, sem ninguém. Porque o amava. Mas este molde não me serve mais!
- Isso! Afinal, ele, assim que terminou com você, mesmo dizendo que a amava, já ficou com outra!
- Eu sei. Isso me magoou muito mais que o término do namoro de anos. Como se pode esquecer uma pessoa que se diz amar, desse jeito? Eu fiquei este tempo todo sempre lembrando dele, dos dias e noites, das boas coisas. Como ele podia dizer que me amava e já ficar com outra? Ainda mais que ele diz, até hoje, que não a ama? Que só gosta?
- Homens! Mas diga... fala de seu novo amor!
- Ah! Estou costurando uma nova história de amor. Colocando remendos nas mágoas antigas. Até achei que depois do Pado eu não conseguiria amar mais ninguém. Mas o amor veio tão de mansinho. Carinhoso, macio, aconchegante.
- Puxa. Que bacana, amiga! Fico MUITO feliz por você. Apaga mesmo estas mágoas. O Pado só queria farra, sei que ele disse a você que foi a primeira que ele pediu em namoro e com quem pensou em morar junto. Mas no fundo a gente via que ele tinha necessidade de ver se era sedutor, se conseguia conquistar quem ele quisesse. Que bom para você! Que mais?
- Ah. Você sabe que o Pado e eu ficamos dois anos juntos e até procuramos casa juntos. Mas acredita que ele disse para esta outra que ficamos juntos só por 4 meses? Pode? Para que mentir?
- Esquece ele, amiga. Conta mais de seu novo amor.
- É! Isso é verdade. Rasguei este trapo podre de dois anos. O "Sr. Farra" já era. Como eu disse: é EX, mesmo!
- Mas seus olhos estão brilhando, seu sorriso mais fácil... deve ser ótimo este novo namorado.
- Sim! Com sua doçura e inteligência ele conseguiu bordar lantejoulas em meus olhos. Foi cerzindo uma vontadezinha de estar junto. Foi alinhavando desejos de fios rubros. Até fico ruborizada em pensar...
- Bacana, amiga. Queria só ver a cara do Pado em te ver assim tão bem. Tão feliz.
- Tadinho! Sabe que tenho pena dele? No fundo ele sabe que tem uma vida rota e gasta. Esfiaparda.
- Esfiaparda?
- Sim... esfiapada e parda. Sem cor, sem brilho, sem viço.
- Mas não tenha pena dele, depois de tudo que ele fez!
- Mas tenho. Porque um dia ele vai acordar e perceber que está totalmente sozinho. Em andrajos.
- Nossa... como você está poética!
- Pode ser. Deve ser a felicidade que sinto. E que eu queria que todos sentissem. Talvez por isso tenha pena do EX, com sua vida puída e rasgada.
- Esqueça o "Farra". O Pado não presta! Mas diga: qual o nome do seu novo amor?
E ela, desabotoando sorrisos nos olhos-botões:
- PHIL.
(texto: Susan Blum. Imagens: Internet)
- Por quê? Voltou para o Pado?
- Pado? Que nada! Ele é totalmente EX. Estou costurando uma nova história.
- Que bacana, amiga! Fico feliz por você! Sempre achei que merecia algo melhor que aquele "Sr. Farra". Mas você demonstrava amar tanto ele. Que ficamos quietos.
- Sim. Eu realmente amava o Pado. Por isso fiquei um ano sozinha, sem ninguém. Porque o amava. Mas este molde não me serve mais!
- Isso! Afinal, ele, assim que terminou com você, mesmo dizendo que a amava, já ficou com outra!
- Eu sei. Isso me magoou muito mais que o término do namoro de anos. Como se pode esquecer uma pessoa que se diz amar, desse jeito? Eu fiquei este tempo todo sempre lembrando dele, dos dias e noites, das boas coisas. Como ele podia dizer que me amava e já ficar com outra? Ainda mais que ele diz, até hoje, que não a ama? Que só gosta?
- Homens! Mas diga... fala de seu novo amor!
- Ah! Estou costurando uma nova história de amor. Colocando remendos nas mágoas antigas. Até achei que depois do Pado eu não conseguiria amar mais ninguém. Mas o amor veio tão de mansinho. Carinhoso, macio, aconchegante.
- Puxa. Que bacana, amiga! Fico MUITO feliz por você. Apaga mesmo estas mágoas. O Pado só queria farra, sei que ele disse a você que foi a primeira que ele pediu em namoro e com quem pensou em morar junto. Mas no fundo a gente via que ele tinha necessidade de ver se era sedutor, se conseguia conquistar quem ele quisesse. Que bom para você! Que mais?
- Ah. Você sabe que o Pado e eu ficamos dois anos juntos e até procuramos casa juntos. Mas acredita que ele disse para esta outra que ficamos juntos só por 4 meses? Pode? Para que mentir?
- Esquece ele, amiga. Conta mais de seu novo amor.
- É! Isso é verdade. Rasguei este trapo podre de dois anos. O "Sr. Farra" já era. Como eu disse: é EX, mesmo!
- Mas seus olhos estão brilhando, seu sorriso mais fácil... deve ser ótimo este novo namorado.
- Sim! Com sua doçura e inteligência ele conseguiu bordar lantejoulas em meus olhos. Foi cerzindo uma vontadezinha de estar junto. Foi alinhavando desejos de fios rubros. Até fico ruborizada em pensar...
- Bacana, amiga. Queria só ver a cara do Pado em te ver assim tão bem. Tão feliz.
- Tadinho! Sabe que tenho pena dele? No fundo ele sabe que tem uma vida rota e gasta. Esfiaparda.
- Esfiaparda?
- Sim... esfiapada e parda. Sem cor, sem brilho, sem viço.
- Mas não tenha pena dele, depois de tudo que ele fez!
- Mas tenho. Porque um dia ele vai acordar e perceber que está totalmente sozinho. Em andrajos.
- Nossa... como você está poética!
- Pode ser. Deve ser a felicidade que sinto. E que eu queria que todos sentissem. Talvez por isso tenha pena do EX, com sua vida puída e rasgada.
- Esqueça o "Farra". O Pado não presta! Mas diga: qual o nome do seu novo amor?
E ela, desabotoando sorrisos nos olhos-botões:
- PHIL.
(texto: Susan Blum. Imagens: Internet)
sexta-feira, 3 de maio de 2013
FICÇÃO (real) - Aniversário e festa surpresa
Ela se olhava e o reflexo que via não lhe agradava.
Estava cansada de ver as banhas caindo pelos lados, a impossibilidade de ver seus pés (na realidade nem sabia se tinha pés).
Cansada do peso que sentia ao se arrastar pelo chão.
Os olhares das pessoas como que de pena pela bola de gordura que era.
Sentia os bigodes longos (será que é reflexo da idade?)
Cansada do corpo mais volumoso.
O seu parceiro há muito não lhe olhava mais. Parecia que todas as outras eram sereias e que ela era uma baleia!
NÃO! Estava decidida:
Iria fazer anos daqui duas semanas.
Então, uma dieta à base de peixe cru era sua meta!
IRIA emagrecer!
Primeira semana: os peixes desciam fácil. Mas ela precisava cuidar para não comer em excesso.
Segunda semana: já estava BEM mais difícil engolir aqueles pequenos seres escamosos escorregadios.
Mas achava que tinha valido a pena. Sentia-se mais esbelta. Parecia que todos a olhavam de uma forma diferente naquele dia especial de seu aniversário.
Então... uma surpresa!
Seu personal trainer lhe traz um bolo!
Todos cantam felizes...
Mas... mas... ah não! Olha o bolo!
Estava cansada de ver as banhas caindo pelos lados, a impossibilidade de ver seus pés (na realidade nem sabia se tinha pés).
Cansada do peso que sentia ao se arrastar pelo chão.
Os olhares das pessoas como que de pena pela bola de gordura que era.
Sentia os bigodes longos (será que é reflexo da idade?)
Cansada do corpo mais volumoso.
O seu parceiro há muito não lhe olhava mais. Parecia que todas as outras eram sereias e que ela era uma baleia!
NÃO! Estava decidida:
Iria fazer anos daqui duas semanas.
Então, uma dieta à base de peixe cru era sua meta!
IRIA emagrecer!
Primeira semana: os peixes desciam fácil. Mas ela precisava cuidar para não comer em excesso.
Segunda semana: já estava BEM mais difícil engolir aqueles pequenos seres escamosos escorregadios.
Mas achava que tinha valido a pena. Sentia-se mais esbelta. Parecia que todos a olhavam de uma forma diferente naquele dia especial de seu aniversário.
Então... uma surpresa!
Seu personal trainer lhe traz um bolo!
Todos cantam felizes...
Mas... mas... ah não! Olha o bolo!
(Fica a dúvida: ela estava envergonhada ou pensando: "Oh, não. Mais peixe, não!")
Texto: Susan Blum. Imagem: internet.
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