novelos soltos, emaranhados, organizados, escondidos, fiapos da vida......

novelos soltos, emaranhados, organizados, escondidos, fiapos da vida......
convido-os a desenrolar alguns fios reais e ficcionais

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

FICÇÃO - Dragão (texto de Luiz Wood)


De manhãzinha ainda e o sol que vinha lá dos lados da serra esquentava as minhas costas! Então, fiquei ali quietinho....me aquecendo, feito um bicho que gosta do sol!
A mãe me dizia:
-Menino, isso é sol de bicho!
E você ainda é menino!
-Deixa mãe! Aind
a sou lagartinho..
Mas quando eu crescer, viro dragão!
-E se o tal de Jorge te pegar?
-Ai eu vou pra lua!
Mas levo a senhora!


Luiz Wood

(Texto: com permissão do autor. Fotos: internet.) 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

REAL - FELIZ 2013


Ano Novo de fundo de mar
 Desejo a todos um ano novo de fundo de mar:
Que sejamos como as ostras, transformando pedrinhas ferinas em belos e brilhantes conhecimentos para nós mesmos, para serem guardados no coração. Com o poder do perdão, a fé da felicidade, o peso da paz, o amor da amizade, a chama do chamego, o calor do carinho e a sorte da sinceridade.
Que sejamos como os golfinhos: amigos, livres, felizes, fortes, corajosos e inteligentes.
Enfim. Desejo a todos o mesmo que desejo a mim: um mar profundo, calmo, cheio, enorme, com borbulhas de alegrias, com encontros de verdades, com marés de boa sorte, com ondas de sabedorias.
Lembrem-se que não há destino fechado. Conheço pessoas que acreditam em horóscopo ou em histórias escritas há anos. Não. A vida, a gente faz a cada instante. É uma escolha NOSSA. Quer algo bom para você? Lute por isso! Nada vem de graça. Os relacionamentos são construídos a cada dia, com amor, com carinho, com respeito, com admiração, com verdade.
Faça como o golfinho. Ele decide qual caminho tomar. Ele decide que pessoa ajudar. Ele decide se volta ou se continua em frente. Ele enfrenta as dificuldades que aparecem. Faça como a ostra: sim, acontecem coisas em nossa vida que não temos o controle. Pedrinhas caem dentro da ostra. Mas ela decide se faz uma pérola perfeita disso ou se faz uma pérola enjambrada (desconheço casos de ostras que não se protegem) é da natureza humana se proteger, se fechar. Mas vejam a ostra. Ela faz a pérola da pedra que incomoda. Mas não se fecha ao mar. Aparecerão outras pedras? Com certeza! Mas prefiro correr o risco de encontrar outras pedras a perder a chance de viver aberta ao mundo. Coisas boas podem cair dentro da ostra, não só pedras.
AMO a vida. AMO os bons pedacinhos de alegrias e amores que vivo. Então saboreio cada um destes instantes bons. Os ruins? Passo meu luto por eles nos tempos certos. E me abro de novo para a vida.

Enfim... FELIZ ANO NOVO PARA TODOS. Pois a vida é curta, passa rápido e não vale a pena perder os bons momentos! FELIZ 2013!
Amo muito todos vocês!
(objetos e fotos: Susan Blum)

domingo, 16 de dezembro de 2012

FICÇÃO - Vovozinha, cadê você?


Noites odiosas. Deito na minha cama, com aquela maldita mancha no lençol, que não quer sair.
Tento fechar os olhos, mas os galhos - a cada passada de carro – que correm pelas paredes parecem me perseguir. Os uivos dos cachorros da vizinhança me colocam em alerta. O cheiro de mata fechada invade minhas memórias.
Fico observando ao redor, na penumbra. Um raio de farol bate na cesta de vime que minha vozinha me presenteou quando fiz 13 anos. Na época, recheada de chocolates. Ainda lembro dela, sorriso costurado na boca, olhos recheados de lágrimas:
- É para adoçar sua vida, minha netinha!
Relâmpagos de sons ressurgem. Sua avó discutindo com sua mãe.
- Você é cega!?! Não vê o que está acontecendo?
Depois disso, há dois anos, nunca mais a viu. Que saudades da vovó!
Não está frio, mas puxo as cobertas até fazer uma toca. Enrolo bem todas elas ao redor do meu corpo todo encolhido, joelhos quase entrando no pescoço.
A porta range. Sei que é papai entrando na minha floresta. Aperto os olhos e a chamo mentalmente: “Mas mamãe, eu sempre fui obediente!”
(texto: Susan Blum. Foto da cesta: Susan Blum. Outras fotos: internet)

FICÇÃO-REAL - ALMOÇO (texto de Ricardo Ramos)

Almoço em silêncio mastigando sozinho as ideias. Senta-se em minha frente um senhor grisalho também desacompanhado. Apoia a bandeja sobre a mesa. Aperta os olhos franzindo o cenho e coloca as mãos na testa. Talvez esteja mal, cansado, alguma coisa doendo. Engano-me. Fica um tempo naquela posição. Os lábios movendo-se vagarosamente emitem pequenos e suaves estalos, delicados muxoxos. Termina a prece com um sinal da cruz distraído. Suspira profundamente livrando-se de boa quantidade de ar. Abre espaço para atacar o prato, subitamente interessado no feijão, talheres em punho. Abaixo a cabeça, olho desconfiado para a escarola refogada, carne assada ao molho, arroz integral, batatas coradas. Falta pimenta.
 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

REAL - Oscar Niemeyer

Minha pequena homenagem.


A vida é um sopro... 
e o Arquiteto soprou o cisco 
do Olho de Curitiba...



(os fortes entenderão)

Abaixo: Em Curitiba o MON passa documentário e os cidadãos colocam velas no espelho d´água.




REAL - FICÇÃO - Acordo ortográfico



Fico na dúvida. Certas palavras perdem a poesia, não? 

Por exemplo: parece que voo não sai do chão.. são duas pedras redondinhas pesadas. 

Vôo tem sua asa, seu movimento, está no ar!
Já colmeia perde a abelhinha voadora que poliniza a flor e. (esta ideia pego emprestada do meu amigo Carlos Loria).
 A ideia então? Parece que fica presa na cachola. Quando deveria se abrir ao mundo.

A única palavra que concordo é a feia subumano. Pois sub-humano parecia distante. Junta forma um ser realmente subumano (ela não é nada humana, não?)
(texto: Susan Blum. Imagens: retiradas da internet) 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

FICÇÃO - Podofilia


É assim antiga a podofilia?
Dois séculos não conseguiram apodrecer esses pés,
seus longos arcos plantares.
O corpo se arqueia e se alonga também,
para sempre: são as “deformidades”.
Genial, e mais ainda se a fizesses acariciá-los.
(Compreendo que isso ficasse por nossa conta,
teus filhos legítimos, Ingres.)
O braço porém vai acabar por fazê-lo;
já está quase lá.
E o rosto da Grande Odalisca parece dizer aos vermes:
— Esperai sentados.

(texto: Carlos Loria. Imagem: A grande odalisca (1814) de Jean Auguste Dominique Ingres)

sábado, 1 de dezembro de 2012

REAL - Tatu-Bola e fulecar!

TATU-BOLA

Bichinho lindo, engraçadinho. Uma fofura. Sempre me encantei com ele, desde pequena!
Finalmente o Brasil vai sediar uma Copa (de novo) e o que fazem?? MUITA besteira. Escolher este bicho foi totalmente lógico! Afinal, o próprio nome dele dá a dimensão exata.
Fui pesquisar sobre o bichinho:

Nome Inglês
Brazilian Three-banded-Armadillo

Nome Científico
Tolypeutes tricinctus

Alimentação
Formigas, cupins, larvas de insetos, artrópodes, ovos de pequenos répteis e frutos.

Habitat
É uma espécie que existe somente na caatinga, ecossistema que ocorre no nordeste brasileiro. Tem preferência por ambientes com solo arenoso, em regiões baixas, onde predominam as formações de caatinga arbustiva.

Distribuição Geográfica
Região Nordeste do Brasil.

Fonte: www.sueza.com.br

Então, como eu dizia: ele é a cara da Copa!
Mas por que não deixar o próprio nome dele????
Por que...
...FULECO??

Porém, pensando bem (e olhando no dicionário) este nome demonstra bem o espírito da Copa brasileira, pois fulecar significa: perder, ao jogo, todo dinheiro que se leva (ver dicionário!). Incrível. Ato falho ou não, o Brasil está mostrando o que nós brasileiros estamos perdendo no jogo: dinheiro!

E ... o Tatu??
está assim:

Por favor, me deixem em paz! Só vou sair daqui quando a Copa terminar!