novelos soltos, emaranhados, organizados, escondidos, fiapos da vida......

novelos soltos, emaranhados, organizados, escondidos, fiapos da vida......
convido-os a desenrolar alguns fios reais e ficcionais

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

REAL - foto AURACÁRIA

Sim... é isto mesmo que você leu! 
Não está errado!
É Auracária e não Araucária... pois captei a aura da bendita árvore que tanto amo!
Vejam que lindo!!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

REAL - vídeo Blues (sobre drogas) de Adonai II

 Mais uma vez repasso a vocês um vídeo de Adonai II
A repercussão do trabalho dele está mais forte lá fora do que aqui no Brasil
(basta ver em http://www.liquidmusic.blog.com/).
Talvez porque lá fora eles tenham entendido que o que o Adonai faz é unico.
Singular! Música líquida!

Vejam que bela música e que imagens fantásticas!!

domingo, 25 de setembro de 2011

FICÇÃO - Curitiba Blues (texto e imagem)


 (foto de Sergio Sade – texto de Susan Blum)

Gotas como notas de blues
Repetitivas, em tom baixo e melancólico.
A escravidão da chuva que permeia a alma.
Micro tons molhados... terceira gota... sétimo pingo...
Um lamento murmurado...
Um murmúrio macabro.
Mimos da cidade lamurienta,
macerando vontades de liberdade.

Em resposta, madurando ideias
Como um madrigal para uma Curitiba
menina-moça-mulata-mameluca malfadada pela chuva.
Que maliciosamente se infiltra, mancheias de pingos...
Maquiagem lambuzada de mel
Marmorizado azul de céu plúmbeo.
Libertando das amarras de máscaras
mudadas do politicamente correto.

Mezzosoprano, mezzotinto, mezzorima
Cidade de metades, micantes/esfumaçadas.
Rosário, migalhas de milagres, mingo de sol.
Dó, réstia de sol, mina de fábulas, sol lá, sina aqui.
Curitiba de miss, de missa, de miseráveis.
Missiva de miudezas. Modulações gotejantes.
Mofo de momentos. Mudez de mundos.
Música mutacionada em mediúnica mania curitibana.

Curitiba mimética, uma matula de estações diárias.
Meados de secos e molhados.
Sem medos ou melados, meia-noite, meio-dia
Melicanto de blues, com suas mênades e matulões.
Curitiba, de Leminski, de morcegos mordedores de histórias alheias.
De poemas e memórias. Mergulhando em melodias.
Mescla de metamorfoses ambulantes.
Enfim... Curitiba metafísica do blues.

FICÇÃO - Tempo da delicadeza (Carlos Eduardo Leal)

 No tempo da delicadeza você inventava nomes para as bolinhas de sabão. Eu, ainda de short e sem camiseta, corria suado atrás das bolinhas para devolvê-las para você. Te amava em cada uma delas. E acreditava que conseguiria segurá-las nas minhas mãos em concha e trazê-las de volta. Ainda hoje tento capturar o impossível e, deliciosamente, você continua com o mesmo olhar a sorrir das minhas sandices. Às vezes corro para segurar uma nota musical. Noutras tento segurar a cor de uma palavra para te dar um jardim.
 Coloco este texto de Carlos Eduardo Leal com a permissão dele.
E junto uma foto singela minha:
(foto by Susan Blum)

domingo, 11 de setembro de 2011

REAL - leitores inusitados

Ler... um ato tão banal e comum... mas que geralmente não vemos em público. Parece algo vergonhoso que deve ser feito no recanto escuro do lar ou deitado na cama ou sentado no trono ou encarafuchado em uma biblioteca... 
Mas flagrei alguns leitores que não se importam com o barulho da rua, com os passos apressados ao redor, com o sol batendo forte, com a música incômoda dos adolescentes que se recusam a usar fones de ouvido e nos forçam a ouvir músicas (músicas????) no ônibus!
Leitores... seres que se refugiam em páginas distantes, em letras miúdas, em fantasias secretas, em desejos ocultos, em afinações da alma...


OK... não comecei com uma foto em lugar inusitado... afinal, quem não leu em uma rede, na praia?? mas... inicio com esta foto... de mim mesma!

No silêncio de uma Curitiba quase abandonada, encontrei este homem sentado no Largo da ordem, colocando suas leituras em ordem... hehe

Um pouco de poema do Quintana pela cidade...


Ler no ônibus já é difícil... mas ler em pé??? parabéns ao jovem leitor!!

Uma iniciativa de bom gosto em um restaurante de Curitiba: encher uma geladeira antiga de livros e permitir quer as pessoas vasculhem... bom alimento para a alma... e bem conservado!

 Um morador de rua conversando com o escritor?? que tal dar um livro para ele ou deixarmos sempre algum livro ali naquela mesa?? Já fiz a minha parte... deixei o meu livro de contos com informações de que deve ser lido e repassado! Espero que assim o façam!


Mais ônibus... primeiro uma só estava lendo.. logo após outra sentou do lado também lendo... tomara que a leitura seja algo contagioso!!! 

Fechando o post de hoje:

Na frente do Estação... eu o vi... lendo um LIVRO! Depois o Adonai foi conversar com ele. Pedimos autorização para fotografar, perguntei o que estava achando do livro. 

Ele disse que gosta de ler e que ganha livros de várias pessoas ... depois repassa a outros... perguntei qual foi o último livro que leu.. ele disse que "Metamorfose", de Kafka, mas que não gostou não. Adonai perguntou qual livro ele gostou: "Humano, demasiado humano"! Essa é boa! Adorei conhecer o Silvio, que vende aranhas na frente do Estação!!

 
Continuo a sessão leitura outro dia!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

REAL - novo blog

Amigos e colegas...
aviso que abri novo blog, com a intenção de salientar as imagens que tenho produzido.
Assim, este blog continua, mas com a literatura em foco.
Claro que algumas fotos minhas aparecerão no decorrer do blog, mas não com tanta ênfase quanto no blog (de nome NADA original):
Escritas de Luz.
http://escritasdeluz.blog.com/

Visitem, opinem, critiquem, avaliem e divulguem!!
Obrigada!