novelos soltos, emaranhados, organizados, escondidos, fiapos da vida......

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convido-os a desenrolar alguns fios reais e ficcionais

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

REAL - empatia com a desconhecida

Como sempre, viajo 4 horas por dia nos ônibus de Curitiba e vou me amalgamando em comentários alheios.
Desta vez não teve como não sentir empatia por uma mulher que conversava com a amiga:

- Não entendo porque os homens mentem. Tão simples dizer a verdade! Veja só: ele dizia que adorava o meu jeito de me vestir: feminino, mas sem ser periguete. Que adorava o fato de não me demorar com maquiagens, que eu tinha o rosto limpo e puro de um anjo. Que eu não ficava pintando as unhas com cores fortes ou escandalosas. Que era uma pessoa doce, pois fazia surpresas e era carinhosa. Que eu tinha o corpo perfeito, mais lindo que muitas mocinhas.
Pois bem. Termina comigo para ficar com uma periguete que se veste de forma espalhafatosa, que pinta as unhas de cores brilhantes, usa sapato de salto. Tudo que ele condenava nas outras mulheres! Dá para entender?
Daí comecei a namorar outro cara. De novo elogiava meu jeito de ser, dizia que gostava de meu jeito carinhoso, mas ao mesmo tempo com personalidade, que eu era bonita mesmo sem maquiagem, que as mulheres não sabiam andar de salto (eu sim), que eu escrevia bem, falava bem. Que eu era magra e que ele tinha nojo de mulheres mais gordinhas. Que eu sabia guardar dinheiro, não era como ex-namoradas dele que sempre dependiam do dinheiro dele. Que gostava de tudo em mim. Que me amava.
Mas ele terminou comigo e disse que NÃO queria mais ninguém, porém descobri que está com uma gordinha desempregada que fala e escreve errado e se maquia feito uma P... (tiro aqui o palavrão usado por ela).
Não entendo!
POR QUE eles não me falavam que queriam que eu me pintasse? POR QUE não falavam o que não aprovavam em mim?
POR QUE mentiam?
Quer saber? Desisto! Chega de homens. Eles são muito mentirosos e no fundo não sabem o que querem! Basta ter B... (de novo retiro a palavra usada por ela) para eles enfiarem o P (mais uma vez retiro a palavra) Acho que é só isso que eles querem!
 
Elas descem do ônibus, mas a pergunta continua ecoando dentro de mim, sem resposta:  
"é... Por quê?" 

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