novelos soltos, emaranhados, organizados, escondidos, fiapos da vida......

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convido-os a desenrolar alguns fios reais e ficcionais

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

FICÇÃO - A Dona Baratinha

A Dona Baratinha, cujo nome na verdade era G.H, queria fazer uma festa. Então foi ver no armário os vestidos que tinha.
 
Achou o branco com manchinhas vermelhas e bolinhas pretas de que tanto gostava... mas... não cabia mais nela.. havia engordado um pouco depois que comeu algumas páginas da Metamorfose  de Kafka.
 
 Também viu o que era amarelinho, imitando oncinha... mas igualmente não cabia, pois ela havia devorado algumas páginas de Meu Tio o Iauaretê de Rosa.
 
 Então achou um bem grande, da época em que era mais "cheinha" e que tinha guardado para futuras urgências. Sim! Ele cabia... mas era tão funesto. Lembrava do caso da Borboleta Atíria.

Viu o da amiga Dona Borboleta... amarelinho.. mas só de ver já ficou enjoada, com nojo. Não estava para um dia de sol!

Depois viu em um cantinho do armário aquele vestido longo, de festa, todo chique. Que ganhou de Uma noite em Paris. Mas achou que era muito vistoso, de cauda longa... para ser usado na festinha íntima.
 
 Por fim se decidiu por aquele que tinha transparências, deixando entrever o pôr-de-sol que havia em seu interior.


Bom... finalmente tinha se decidido. Estava toda pronta para a festa. Mas ouviu um barulho: alguém entrou no quarto! Colocou a cabecinha pela fresta do armário, para espiar... e...


CRASH...

A Dona Baratinha não foi mais a nenhuma festa!

(fotos: 3, 5, 6 e 7: Susan Blum -favor citar autoria. Restante: internet)

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