novelos soltos, emaranhados, organizados, escondidos, fiapos da vida......

novelos soltos, emaranhados, organizados, escondidos, fiapos da vida......
convido-os a desenrolar alguns fios reais e ficcionais

domingo, 10 de março de 2013

FICÇÃO - minicontos (Júlio Damásio)

Ao entrar no quarto dos avós pela manhã,
viu pela primeira vez um rindo para o outro, os sorrisos estavam afogados,
cada um em seu copo de água.
JD
 
 
O santo de barro da minha paróquia,
depois de ouvir os meus pecados,
desmanchou-se em pó.
Jdamasio
A poesia se rebelou," metamorfou-se", criou asas
e fugiu da forma das velhas gaiolas, desmedida,
toda faceira e cheia de prosa voou ao alcance
das mãos dos novos poetas!
JDamasio
Júlio Damásio é poeta em Curitiba, e sempre nos brinda com seus textos no facebook.
Ele me enviou esta apresentação dele:
Júlio Damásio é autodidata, nasceu em Curitiba, no dia 25 de outubro de 1966. Contista, colunista e poeta. Ministrante de palestras de moti­vação à leitura. Foi colaborador de vários jornais do Estado do Paraná. Dedica-se à literatura profissionalmente há mais de dez anos. Antes, porém, exerceu várias profissões, em especial na área de publicidade. Vive atualmente em Curitiba, mas já morou em diversas cidades brasileiras e também nos Estados Unidos. Livros publicados: - Contos de gavetas, 1995; - Conto dos contos e outros contos. Obra que foi agraciada com prefácio de Rafael Grecca de Macedo e com nota de apresentação de Valêncio Xavier, 2003; - A compota de pimenta e outros contos, 2008; - Julio Damásio morreu+113 continhos, 2009; - Oração de um quase descrente, 2009. -Num piscar de olhos / 150 microcontos/ inedito 
juliodamasio@hotmail.com

domingo, 3 de março de 2013

REAL (ficção) - tsunami

Sol. Areia morna. Música marítima com os contra-baixos das ondas e as flautas das gaivotas, volta e meia um violino Fernão Capelo. O vento dedilha com mãos de areia o corpo quente. Conversa gostosa com amigos, namorado, parentes. De repente, o mar recua de forma rápida, apresentando o leito marinho cheio de conchas, animais, plantas. Algumas pessoas se aproximam por achar belo, mas dentro de mim já reboa um sinal de perigo. Aviso a todos e começo a correr para o imenso paredão vertical de areia atrás de mim, meus pés afundam na areia grossa e apesar de todo esforço na imensa subida, com o coração pulsando na boca, com os nervos vibrando pelo medo, ainda vejo o topo da encosta muito longe. Ouço o estrondo atrás de mim e miro a massa imensa marítima. Finalmente consigo chegar ao topo, mas a parede de água está bem próxima, misturada a gritos de pessoas que são engolidas por ela. Vejo uma casa de vidro e entro correndo, subindo as escadas em uma tentativa de ficar no mais alto possível.
Aquelas mãozinhas pontiagudas estão sobre mim. Escuro. Silêncio.

*************

A calma piscina de mar, com sua água aquecida pelo sol abraça minhas pernas. Vejo crianças felizes, correndo, pulando, gritando de alegria. De repente o morno abraço se desfaz. Observo o líquido fugindo para dentro do mar. Percebo o perigo e grito para todos. Alguns correm comigo. Entramos em um prédio próximo, subo pelo elevador, mas após chegar ao último andar ainda procuro as escadas para chegar ao topo do edifício. De lá vemos a abundante argamassa que se forma e vêm ao nosso encontro. Fico preocupada se estou alta o suficiente. Mas não há mais para onde ir. Apenas me resta aguardar. 
Aquelas mãozinhas pontiagudas estão sobre mim. Escuro. Silêncio.

*************

Ensopada, completamente molhada, com os cabelos pingando e os membros dormentes ou com sensação de formigamento. Coração aos pulos. Estômago embrulhado. É assim que sempre acordo depois destes pesadelos. Em minha cama, no meu quarto, cujo único adorno é a pintura de Katsushika Hokusai.


(pintura de Hokusai - The Great Wave off Kanagawa)

sábado, 2 de março de 2013

REAL - poesia na vida

Tive a sorte e tive o azar de ter meu pai.
Incrível como uma simples charge pode trazer imagens antigas de uma infância ao mesmo tempo alegre e dolorida.
Pratos com comida que ficavam horas intermináveis à minha frente. Dedos finos que cutucavam a minha mãe querendo dizer algo, mas com a boca silenciada pelo medo.
Rostos zangados e olhares recriminadores que sobrevoam lugubremente recantos carvoados do passado.
Mas... por vezes pinceladas alegres cintilam como piscadas cúmplices de ternura.
Uma delas é quando perguntei ao meu pai por que haviam tantas pintas no meu corpo. Ele teve a sensibilidade de perceber que marchetada na pergunta estava um dissabor de ter um corpo "maculado".
Tocando delicadamente cada uma das pintas nos braços e no peito foi contando a história de minha criação:
"Quando o Grande Arquiteto fez você, tomou o máximo de cuidado de fazer tudo com excelência: uma menina linda, com cachos negros, pele alva, (e assim ele foi me descrevendo) até que por último, com pinceladas impecáveis e delicadas ele pintalgou seus olhos de jabuticaba. Ao olhar a obra-prima, não se conteve e com um largo gesto de braço exclamou: 'Perfeito!' Mas ele esqueceu que ainda estava com o pincel na mão, respingando gotículas de tinta pelo seu corpo. Porém, este acidente criou outra perfeição, pois você tem uma constelação em seu corpo, como este triângulo preciso em seu peito."
Desde aquele dia, cada pintinha marrom em meu corpo foi motivo de alegria, pois lembrança de minha "perfeição".
Poesia fez presença na minha vida através de meu pai. E foi com ele que meu olhar sobre as coisas se modificou.
(texto: Susan Blum. Imagens: internet, com exceção da foto das estrelas que é minha)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

REAL - Ensinando português

Vovô viu a uva.

Oras...
por que não colocamos um pouco mais de graça nesta história?

A   uVa   Viu   que   VoVô   a   Viu.   Mas   VoVó   foi  mais  Veloz e VUPT ... a   uVa  foi    deVorada  com   Voracidade.  Viu?
ops. Foi tão rápido que caiu a dentadura.
Hoje, 14 de março, vi outra no facebok do Miau Carraro e pedi a permissão dele para inserir aqui:
Viajando de volvo, o vovô viu a vulva da vovó 
e disse: Meia volta volver! 
Miau Carraro

FICÇÃO - buraco negro

Foi no buraco negro dessa vida
que encontrei, para minha sorte,
seu par de olhos me encarando!

(sinceramente, estava arrumando meu blog e revendo algumas postagens guardadas e não lançadas
e achei isso. Não lembro se copiei de alguém para postar ou se fui eu quem escreveu. 
Caso tenha algum dono, por favor, me procure)

REAL - Mito de Procusto

Ainda bem que a gente vai crescendo e aprendendo a olhar com nossos próprios olhos e a pensar com nossa própria cabeça.
Se as pessoas ficassem apenas acreditando no que os pais, escola, religião, amigos, chefes e outras pessoas e instituições falam; sem pensar sobre o assunto, seríamos robozinhos inertes.
Mas somos HUMANOS.
Posso e DEVO pensar sobre as coisas. DEVO ouvir os outros pontos de vista para formar o MEU! (aconselho a leitura do texto do Dawkins sobre crenças)
Enfim, este preâmbulo é para falar do Mito de Procusto.
Quando criança, na escola, a professora contou a história e nos mostrou como é interessante sermos todos iguais: Termos os mesmos direitos, fazermos as mesmas coisas. Pois seríamos uma unidade. Uma sociedade JUSTA.
Na época, como toda criança ingênua, eu acreditei e achei isso formidável!
Hoje, sou a favor da DIVERSIDADE e do RESPEITO.
Sou mulher, branca, heterossexual, tenho inseguranças, tenho necessidades... e PRECISO acreditar (e não só acreditar, mas lutar) por um mundo mais justo.

Vamos lá. Para quem não conhece o Mito:
Procrusto era um bandido que vivia na serra de Elêusis. Ele tinha uma cama que tinha seu exato tamanho, e "convidava" os viajantes a se deitarem. Caso fossem demasiados altos, ele amputava o excesso (pés) para ajustá-los à cama. Já os que tinham menor estatura eram esticados até atingirem o comprimento suficiente.

Talvez vocês conheçam a imagem de Procusto:

Antes de fazer algumas reflexões sobre o que esta história nos traz, devo dizer que, "reza a lenda", Atena, a deusa da sabedoria, incomodada pelos gritos das vítimas resolveu tomar uma providência e foi falar com Procusto. Mas ficou sem palavras (pelo jeito ela não era tão sábia assim) quando ele argumentou que estava fazendo justiça, afinal sua cama nada mais fazia que acabar com as diferenças. Como ela se silenciou, ele interpretou como sinal de aprovação do que fazia e assim continuou.

Ora, já falei aqui no blog algumas vezes sobre a questão da interpretação. Interpretamos as coisas como queremos. Lemos as pessoas como desejamos. De acordo com nossas bondades ou ruindades. E o silêncio muitas vezes é visto como aprovação. Mas sei de pessoas ditas inteligentes que se silenciam perante os burros teimosos mas não significa que estão aprovando as ideias destes.

Vejamos como este mito é pernicioso no sentido de provocar a ideia de igualdade:
Uma pessoa religiosa quer que os outros "fiquem na sua cama".
Uma pessoa vegetariana quer que os outros "fiquem na sua cama".
Um homofóbico quer que os outros "fiquem na sua cama".

Espero, sinceramente, que as pessoas pelo menos parem para pensar. Que consigam ter um mínimo de empatia. Que parem de tentar adivinhar o motivo de alguém estar falando ou sentindo alguma coisa e aceitem a diversidade (não preciso ser igual a você para sermos amigos). Que sejam mais generosos. Por falar em generosidade, na primeira vez em que fui ao Rio cheguei a ver o profeta Gentileza. E garanto que ele me impressionou muito.
Gosto (por natureza) de fazer surpresinhas para variadas pessoas diferentes. Gosto de ajudar no que posso. Se alguém vê isso como interesse, sinceramente, é um problema dessa pessoa. Mas estou fazendo a minha parte: seguindo minha personalidade.
Não aceito injustiças, gosto de fazer as pessoas pensarem, PRECISO acreditar em mudanças e tento fazer o possível para provocá-las.
Caso você também pense assim, convido a visitar um blog que está tentando fazer a diferença: ADONAI SANT' ANNA
(basta clicar no nome que abre a página para o blog). Junte-se a nós.
Permita que gigantes e anões convivam pacificamente e com direitos iguais.
 

REAL (parecendo ficção) - Declaração de amor tardia

Sim, eu sei que é tarde demais...

Eu até dizia que lhe amava, em palavras e gestos... mas nunca declarei o que realmente amava em você. Em NÓS.

Sim, eu sei que é tarde. Mas preciso dizer ao mundo que o amor existe. Preciso dizer a você cada coisinha que amava em você. Em NÓS.
O primeiro bolo que dei.
Primeiro, mas não o mais importante: amo seus olhos. Eles vibram em uma intensidade que nunca vi antes, principalmente quando vc me falava de suas paixões. Eu ficava embevecida, observando o castanho, o marrom-esverdeado-dourado, os filetes marinos pelos quais escorriam notas musicais suaves destas paixões.

Eu amo suas mãos. Grandes e fortes, que tinham a leveza certa ao percorrer meu corpo.
Eu amo seu peito, grande o suficiente para aconchegar meu corpo pequeno. Adorava passear meus dedos por entre os pelos salpicados de pimenta e sal.


Eu amava seus raros abraços, amava cada conchinha noturna e diurna que me abrigava do mundo, fortalecia minhas ideias e acariciava meus sentimentos.
Amava acordar ao seu lado, e observar você dormindo; ou acordar e ver vc me olhando.
Amava suas brincadeiras de fingir que estava dormindo e que havia se estendido até para o meu lado da cama (enquanto eu tinha dado uma saída). Quando eu voltava para a cama e via você assim, eu sempre ria com isso. Adorava esta brincadeira.
Amava ver seu sorriso quando me fazia rir. E como ri com vc. Também chorei com vc e por vc, mas o riso é mais fácil de lembrar.
Ah! Já que estou falando dos momentos e deixei seu corpo de lado, eu amava TODOS os momentos de conversas. Amava quando você ia tomar banho. Eu logo ia atrás, me sentava lá e a conversa fluia como a água. Adorava ver você se ensaboando, se lavando e fazendo gracinhas ou apenas conversando.
Amava quando, depois de fazermos um sexo gostoso, você ia buscar suco ou biscoito na cozinha. Comer e conversar: tão bom! Você andando pelo quarto ou ao lado da janela, em contraste com o céu laranja ao fundo. Amava ouvir você. Ouvir suas histórias, seus conhecimentos. Bebia de tudo. Sei que minha memória não é boa e que muita coisa eu não lembrava depois. Perdoe-me. Sei que isso o irritava. Mas garanto que adorava cada momento desse. Amava quando eu dizia que estava caindo de sono e você, sem um pingo dele, me cobria e ia trabalhar lá na sala.
Amava deitar no seu lado da cama, no inverno, para esquentar para vc e quando ficava brabo com isso porque não queria que eu fosse para o meu lado gelado. Mas era tão bom poder me encostar em você e nos esquentávamos juntos (meus pés sempre gelados).
Amava acordar antes de você e conseguir sair do quarto sem lhe acordar, ir comprar coisinhas na panificadora, voltar, preparar uma bandeja e levar para o quarto. Então me sentava junto com vc e tomávamos o café, conversando.

Amava quando você comprava tudo que eu gostava e abastecia sua casa para me receber. Nunca faltaram sorvete, biscoitos, chocolates, e - principalmente - café com leite (mesmo vc nunca tomando café).
Amava sua preocupação em saber se a água do chuveiro estava quente para mim, ou quando comprava aquecedor pensando na mulher friorenta que sou.
Amei aquele dia que você me deu uma florzinha. A única vez que me deu uma flor (mesmo sendo retirada da rua).
Amava quando vc me dava presentinhos surpresa, como o imã com desenho de Escher (fita de Moebius), o gato lendo (de madeira), os cristais, os livros, CD´s, os DVD´s, o chinelo, os vestidos...
Amava ver filmes com você, e quando me deixava cruzar as pernas em cima das suas, ou ficar de mãos dadas vendo o filme.
Quando você ia buscar o cobertor e o travesseiro lá em cima, para vermos os filmes na sala.  
Amava os jantares, os almoços, os passeios.

Ah! as caminhadas nas quadras próximas de sua casa, tão bom andar com você, conversar sobre coisas, filmes, etc.
Amava a sua paciência em parar e me deixar fotografar tudo que queria. Paciência que nem todos têm. Mas você gostava, esperava e sempre pedia para ver as fotos (elogiando muitas delas) e me dizia que gostava disso.

Amava sua bondade como aquela vez que comprou a comida para aquele cãozinho na rua, porque eu pedi para comprar. 
Amava  cada saída nossa, pois você sempre dava a mão. Fosse na rua, no shopping, nossas mãos estavam sempre juntas. Como eu gostava disso!
Amei aquele dia no zoo, a borboleta, o tubarão.
Amei aquele passeio noturno de carro (inesquecível, porque único na minha vida).
Infelizmente vc não gostava de carícias leves, preferia mãos mais pesadas. Eu gostava tanto de acariciá-lo, mas você sentia cócegas e pedia para eu pegar mais firme.
Amava seu jeito brincalhão, as trapalhadas que você fazia! O vidro quebrado com a bexiga d´água, o papel alumínio em volta da cabeça, o pirulito em formato de *** que você mastigou e de madrugada achou pedacinhos. Oi, Homer! O fogo queimando diversas coisas, o cinzeiro que você explodiu, a máscara do V na rua, as suas palhaçadas gostosas, os foras que dava. 
Gostava de fazer surpresas para você. O esquilo pendurado no espelho do banheiro, os chocolates escondidos, os DVD´s dos filmes que você comentava que tanto queria (e eu encomendava), os CD´s de músicas (idem), as roupas, os chinelos, os livros. Pena que você esquecia que eu havia dado de presente  (isso me deixava um pouco triste). 
Amava as promessas de viagens, de presentes, de passeios, de andar de kart, de voltar ao zoo, de ir para Morretes... pena que ficaram só nas promessas.
Lembra daquele dia do barulho no quintal? E era só uma galinha e seus filhotes. O pato que apareceu. O gato de um dia.
Amava as possibilidades de fazermos várias coisas juntos. Adorava as ideias trocadas de cinema, de música, de artigos, de um canto no mato (no futuro), de um apartamento só nosso. Nossos planos de fotos, de livros.
Amei cantar. Amei escrever.
Amava quando se preocupava em limpar BEM o quarto para não me dar bronquite, limpando cada cantinho mínimo dele. Amava sua preocupação com roupas de cama macias e gostosas para nós.
Amava quando fazia ovo mexido e me servia. Quando cozinhava para mim (huumm aquele peixe).
Amava ir de ônibus no inverno gelado de Curitiba, até sua casa, levando de surpresa, bolinhos, docinhos, frutas, agasalhos e remédios nas vezes em que você estava doente (de cama). Ia, via você dormindo (beijava), deixava as coisas por lá (meias, ceroulas de lã) e ia embora sem acordar você ou o garoto. Voltava para casa feliz por ter feito algo para você! 
Amava as possibilidades de tanta coisa que poderíamos fazer... ser... viver...
Amava lembrar do nosso re-encontro tão "impossível", de cada troca de conversas. Ria (e ainda rio) ao lembrar de cada detalhe dele. Amava seu jeito paciente de me explicar as coisas, que depois foi sumindo comigo, mas que eu ainda via quando vc estava com alunos. Não gostava de suas explosões de humor. Nunca estava preparada para estas surpresas (ou quando você me provocava de propósito - não entendia o porquê disso, se você dizia que gostava de mim).
Amava quando elogiava meu jeito de me vestir, de caminhar, de ser. Quando dizia que gostava de meu estilo.
Adorei me esconder no armário do hotel e deixar você me procurando. Passar aquele final de semana em um hotel aqui na cidade mesmo.
Puxa. Amo você. Acho que este amor vai continuar dentro de mim para sempre. Sei que não existe mais a possibilidade (claro que sei, afinal fui eu quem terminou, por causa de suas mentiras. Elas mataram o básico de um relacionamento: respeito e admiração). Que nunca mais haverá o NÓS. Que é tarde.
Mas no fundo, não é tarde. Nunca é tarde para uma declaração de amor. O amor deve ser mostrado. Por mais que nunca mais se realize fisicamente, ele sempre existirá no meu coração. E isso basta para mim (foram dois anos de namoro).

Obrigada por tudo que fez de bom. Sinto pelas coisas erradas que fizemos. Mas garanto que não me arrependo de nada, pois este amor que tenho dentro de mim...
...continuará dentro de mim, vibrando, multicolorido, pululando em notas musicais... para sempre.

NAMASTÊ!
(texto: Susan Blum. Fotos: com exceção da última, Susan Blum)