novelos soltos, emaranhados, organizados, escondidos, fiapos da vida......

novelos soltos, emaranhados, organizados, escondidos, fiapos da vida......
convido-os a desenrolar alguns fios reais e ficcionais

domingo, 4 de dezembro de 2016

REAL - 2017 - Quem semeou, colherá.

QUEM SEMEOU, COLHERÁ.
Que 2017 seja um beco com saída,
que entremos no mato com cachorros, gatos, coelhos,
que sejamos videntes em tiroteios de beijos,  
que possamos entrar com o pé esquerdo, direito, sem pé...
quando um não quer, dois discutem. Então que os dois queiram.
Que seja um ano de amigos, amigos, negócios juntos...
Que os olhos não precisem ficar nem no peixe e nem no gato, pois haverá para todos.
Que o seguro viva jovem.
Que o leite derramado traga risadas
Que o moinho se mova com águas futuras
Que o apressado coma queimado e que o lento coma mais crus.
Que a bezerra não morra e que os gatos sejam coloridos mesmo que de noite.
Que Deus dê a mão até para quem dorme tardão.
Que em briga de marido e mulher todo mundo meta a colher,
Que as boas intenções encham todos os lugares,
Os primeiros serão os últimos.
Que os paus tortos vivam direito.
Enfim... que 2017 seja terra de videntes e que o cego seja rei.
Afinal, quem ri primeiro ri mais alto.
E, por fim, a mais terrível:

que a esperança seja “imorrível”

(texto e foto: Susan Blum)

sábado, 26 de novembro de 2016

POESIA - Dentro de mim

Dentro de mim há uma neblina que não passa.
O labirinto se estreita e esmaga meu peito.
Não sou a caçadora, sou a caça.
O amor persiste no mal feito.
A garganta dói pelo grito não dado.
Os olhos rachados de tanta secura.
Meu corpo inteiro todo cansado.
A dor lancinante que me fura.
Não quero desistir. Juro que não.
Mas está difícil carregar o fardo.
Não enxergo mais o meu lado são.
Mr Hyde trancou o Dr Jekyll no quarto.
Há uma mancha em meu peito
bem parecida com a do preto gato.
uma corda, um laço, bem estreito,
em volta
do coração. É fato.


(pseudo-poema com sentimentos do passado).

sábado, 19 de novembro de 2016

REAL - A gente aprende

A gente aprende.

A gente aprende que cada lágrima é na verdade bondosa, pois retira a secura da vida nas dores e sofrimentos.
A gente aprende que o sorriso ainda baila nos cantos da boca.
A gente aprende que se é mais forte do que se imaginava e mais frágil do que se sabia.
A gente aprende que a saudade é permanente, mas menos dolorida.
A gente aprende que para cada lágrima há um abraço, para cada dor há uma mão, para cada sofrimento há um ombro e um sorriso.
A gente aprende que a dor e o sofrimento são raízes para novas folhas e – por que não? – flores.
A gente aprende que a vida não é ponto final. São apenas reticências, vírgulas, ou até pontos e vírgulas... mas que o ponto final não é agora. E que quando ele chegar será como se fosse um amigo que nos tirará das interrogações e exclamações.
Pois é.
A gente aprende. Que a cada porta fechada há uma chave. Basta ter a coragem para usar!




(Texto e foto: Susan Blum)

REAL - vende-se * compra-se

Hoje um amigo postou no facebook o que segue:



COMPRO:
Qualquer quantidade de alguma coisa.
No estado em que estiver.
Pago o preço que for.
Tratar: em todo lugar.


Muito poético, não?
Não resisti e respondi:

VENDO: 
um pouco de tudo, 
em estado de seminovousado.
Preço a combinar, 
na esquina do arco-íris da meia-noite.

Primeiro texto: Alex Joukowski
Segundo texto: meu.


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Crônica (não tão) disfarçada

Dois irmãozinhos, Grego e Neca, disputavam a atenção e amor da mãe.

- Mãe! Mãe! Olha pra mim! - disse Grego.

- Mãe! Olhe PRA mim. Vou lavar toda louça sempre! - replicou Neca.

- Não, mãe! Olha PARA MIM! Vou passar de ano já no segundo bimestre da faculdade.

A mãe dá atenção para este filho. No segundo bimestre, no entanto, com as notas na mão, ela lembra o filho da promessa que fez. Pois não passou de ano.


- Mas, mãe. Passar no 2º bimestre é impossível! Esta promessa é insana! Jamais faria isto. Quem prometeu isso foi o Neca!

- Não, filho! Foi você quem prometeu. Se era insano, por que prometeu?

- E se era insano, por que a senhora acreditou?


Moral da História:   ah... você entendeu!  Ou ainda não?




domingo, 16 de outubro de 2016

Paródia - Autopsicografia

A mulher é uma fingidora.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é orgasmo
O prazer que deveras sente.


E os que sentem o sexo,
No orgasmo sentido sentem bem,
Não os dois que são sem nexo,
Mas só o que eles não têm.


E assim nos corpos enrolados
Gi
ra, a entreter a razão,
E permanecemos isolados
Dentro do nosso coração.







(Texto e foto: Susan Blum)

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

REAL - São outros tempos.

Onde já se viu?



Que absurdo!

Usarem esta roupa que não pertence ao gênero dessas pessoas!

ABSURDO!

Saias são para mulheres e calças são para homens!

Nunca imaginei que estaria viva para ver este absurdo!

Homem é homem! E mulher é mulher! E devem se vestir como tais.

Um verdadeiro escândalo! Estas pessoas deveriam ser presas! Vai contra a moral, os princípios e a sociedade!

São trajes obscenos!

Isto está errado!

A verdade é outra!

..........

Estas foram frases da época em que as mulheres começaram a usar calças....

Resultado de imagem para primeiras mulheres usando calças antigamente primeiras calças


Ops. Não. Na verdade são frases que ouço por causa de homens que usam saias hoje em dia.

Resultado de imagem para homens usando saias


É! Parece que o mundo não evoluiu.

Uma pena!